terça-feira, 8 de maio de 2012

Psicanálise na Pedagogia


          As teorias de Freud auxiliaram o professor a enxergar o aluno na sua totalidade. No que diz respeito a todas as dimensões do comportamento humano e da interferência destas no processo de ensino-aprendizagem.

           Assim como nós, o aluno também vive um "conflito", que acontece de maneira mais intensa já que ele se encontra nas primeiras etapas do desenvolvimento do seu caráter e de seus valores.
           O aluno não é um ser composto apenas de racionalidade que ao ser praticada gera resultados positivos e progressivos, pois o comportamento humano transcende o objetivo e o subjetivo.
           Um bom professor naturalmente procura observar o aluno além do cognitivo, ele procura conhecê-lo, acompanhá-lo, ele busca compreendê-lo. E a teoria psicanalítica dá condições para que esse olhar esteja embasado em pressupostos teóricos e práticos para compreensão efetiva de um comportamento ou outro.

           Por exemplo, ao trabalhar com adolescentes percebo claramente o mecanismo de Projeção. Eu dou aula de educação física, e quando aviso que os conteúdos naquele dia serão trabalhados dentro de sala de aula, muitos alunos demonstram atitudes de rebeldia e desaprovação, dizendo: "essa professora é uma chata, eu quero ir para quadra, pra quê tenho que saber essas teorias?" E ao chegar à sala de aula, logo se distraem e começam a participar ativamente e de maneira divertida das atividades propostas. Vai entender, não é mesmo?
           Alguns professores dizem que adolescente não tem opinião, que não se deve dar ouvidos às suas reclamações porque eles contestam tudo e a todos. Mas na realidade às vezes ocorre um processo de projeção não só entre os colegas, mas entre aluno-professor. A criança ou adolescente considerado "problema", atribui ao outro, no caso o professor, seus próprios desejos e impulsos que por motivo desconhecido não reconhece em si mesmo. Está aí, o mecanismo de "usar" as fraquezas e defeitos do outro para se defender.

Por _Berdusco

Novas constituições familiares e funções escolares


            Realmente a composição familiar se transformou devido a diversos fatores sociais e culturais, mas o padrão de família "nuclear normal" ainda é o mais desejado e o maior responsável pela frustração geral de pais e mães que se sentem mal sucedidos ao educar os filhos.

            O que gera esse tipo de comportamento é o fato de que estamos separando o contexto familiar, interno, privado e sua forte ligação com a sociedade, o contexto externo. Há um constante processo de desorganização/organização social que influencia diretamente a maneira como os indivíduos formam as novas gerações. Assim como a escola sofre as consequências de uma cultura heterogênea, composta por crianças melhor desenvolvidas, bem informadas, com liberdade de expressão, contudo, pertencentes as mais diversificadas culturas e composições e concepções familiares.
           A desigualdade social e um sistema doente, são os principais responsáveis pela maneira como a própria sociedade discrimina as novas composições familiares e marginaliza os frutos dessas organizações. E a passagem da sociedade de produção burguesa, para uma organização social voltada ao consumo transformou não só os meios de produção e consumo propriamente ditos, mas a maneira como os familiares educam seus filhos, onde o "ter" é mais importante do que o "ser". 
          Por exemplo, certa vez uma mãe me confessou que tinha um desejo de presentear a filha com uma boneca que falava e fazia xixi. Sim, era o brinquedo da moda, mas não era uma aquisição fácil para uma mulher de classe média baixa que tinha três filhos para criar sozinha. Mas era o seu desejo e naquele momento, ela imaginava que não seria uma boa mãe se não comprasse o que a filha de sete anos tanto queria. Sabemos que amor, afeto e cuidado são muito mais valiosos do que os bens materiais e que uma boa educação dentro de casa é o que a criança levará para a vida adulta e não um brinquedo que logo perde a graça.
         Um outro caso, foi uma pai de uma adolescente que durante a reunião de pais relatou que não gostava de dizer não a filha, pois tinha medo de que ela não gostasse dele. Onde estão os valores dessa família, ou melhor, quem faz o papel de quem?
          Aí está a questão central na relação família-escola: qual o papel de cada um?
Acredito na parceria das duas como responsáveis pelo sucesso na educação da criança e na sua capacidade de estar disponível para a aventura de desvelar o mundo, como citou Parolim.
          Na família, independentemente da sua configuração estrutural está o ofício declarado de ser responsável por aquela criança, por seus valores, sua cultura, suas características pessoais. Então, na posição de adulto, o pai, mãe, tio, prima, o que seja, deve impor limites aos seus filhos e acompanhá-los também na sua vida escolar.
Sabemos que algumas pessoas estão tendo dificuldade em assumir essa função, mas para isso existe a ajuda de especialistas e a consciência pessoal e coletiva de que também é possível educar com uma família diferente.
           E à escola ficam suas funções específicas no processo de ensino-aprendizagem e a preocupação em fazer com que as famílias também estejam junto desse mesmo processo, orientando, informando e incentivando-a a participar cada vez mais. E sendo o projeto pedagógico a identidade da escola, é necessário que tenha correspondência com as reais necessidades da comunidade escolar.

           Assuntos como preservação do meio ambiente, sustentabilidade, sexualidade, claro, são temas atuais e dignos de um olhar mais aprofundado. Mas trabalho e consumo são temáticas geralmente ignoradas pelas instituições escolares. E são logo uma das principais causas dessa distância entre família e escola, do relacionamento turbulento entre pais e filhos e da dificuldade que os próprios alunos têm de aceitar e enfrentar seu contexto social agindo com indisciplina e falta de limites.

Por _Berdusco

Relação Professor-Aluno


Em contrapartida aos modelos pedagógicos tradicionais em que o ensino ocupava lugar primordial e o professor estava no comando desta relação, atualmente o objetivo final da educação é a aprendizagem e no centro desse processo está o aluno. Se o aluno é o objeto final da educação, como educar se não se conhece o alvo ao qual pretendemos atingir?
Tanto o educador quanto o educando são seres humanos acima de tudo, dotados de emoções, sentimentos e subjetividade. E para que se crie um ambiente favorável para o aprendizado, este mesmo ambiente dever construir-se permeado de relações humanas, respeito mútuo, solidariedade e igualdade — onde não há espaço para o autoritarismo e o sentimento de inferioridade. Visto que este processo não se dá apenas quando falamos do relacionamento entre alunos, pois parece que só os alunos que não se entendem, só eles criam os conflitos, só eles são o problema. Quando falamos de relacionamento interpessoal, estamos falando de todos os agentes do ambiente, o que inclui também o professor como influente.
Por esse motivo, deve haver espaço para que o aluno se sinta a vontade para mostrar sua identidade. Lembremos que além de aluno, ele é humano. Falar sobre as tarefas, sobre notas, advertências, comportamentos é importante, mas não é o um fim em si mesmo.

Inicialmente, falei sobre como conhecer o aluno e agora darei algumas sugestões. Comecemos pelo contexto social, com a comunidade na qual o aluno está inserido, quais seus costumes, qual sua cultura. Você não tem seu jeito de viver? Então, o aluno também tem o dele. E por que não trocar experiências? É na troca, no compartilhamento das histórias pessoais que há o intercâmbio entre a realidade de cada um e a possibilidade da criação de uma cultura comum à comunidade escolar. Pois quando cada componente se identifica com o ambiente e com os indivíduos há o sentimento de pertencimento e reciprocidade. O que não acontece quando o aluno percebe que o professor não se interessa por ele como pessoa.
Conhecendo profundamente o público-alvo, resta saber como intervir. E para isso precisamos repensar constantemente a prática pedagógica. Fatos, conceitos e princípios são importantes, mas não devem ser introduzidos a qualquer custo na mente dos alunos e principalmente se não tiverem relação alguma com a vida dos mesmos.
Relação com a vida nos remete ao conceito de contextualização. Ouvimos muito sobre essa nova proposta didática e sem sombra de dúvidas ela foi fundamental para a revolução da educação. Mas podemos aprofundar mais ainda esta discussão e chegar à postura do professor. Falei sobre autoritarismo no início do texto e retomo agora exemplificando em algumas colocações.
Convivemos com diversos professores que afirmam estar no topo da pirâmide hierárquica dentro de sala de aula e que a última palavra sempre os pertence. Alguns até cultivam o receio em esboçar um sorriso ao aluno e acabar por perder o tão ensaiado “respeito”. Se pensarmos o ambiente escolar desta maneira colocamos em risco os preceitos democráticos conquistados tão arduamente nos últimos anos na educação. Pensemos no seguinte exemplo, agora colocando-nos no centro do processo. Se ensinarmos aos nossos alunos que a sociedade deve se organizar única e exclusivamente de maneira hierárquica, na escola o (a) diretor (a) seria a última instância e todos deveriam acatar às suas decisões. Mas e o conselho escolar, em que posição ficaria? Mas o conselho também não é composto por alunos, funcionários da escola e pais? Como assim os alunos podem dar opinião em situações tão delicadas? Enfim, aí está uma conquista democrática fundamental: sim, os alunos têm voz!
O mesmo deve acontecer em sala de aula. Não devemos confundir autoridade educacional com autoritarismo. Portanto, o professor deve criar um clima favorável para que o aluno se sinta confiante o suficiente para colocar sua opinião sem ser reprimido.
Enfim, conhecer o aluno, dedicar um tempo para que todos se manifestem, contextualizar o aprendizado e criar um ambiente favorável para a aprendizagem não são tarefas simples. E também não há rótulos, fórmulas mágicas ou manuais que garantam o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Mas com a humanização dos processos educacionais, a valorização do aluno como pessoa e a responsabilidade de ambas as partes, independentemente da disciplina ministrada, da faixa-etária atingida, das condições sócio-econômicas ou quaisquer outras situações, o importante é dedicar-se por inteiro e realmente gostar do que faz. Assim, um bom trabalho acontecerá naturalmente.

Por _Berdusco

A teoria das Inteligências Múltiplas na prática!


          Promover ambientes educacionais amplos e variados, que focalizem as demais habilidades cognitivas — uma proposta prática que exemplifica o item escolhido é o trabalho com projetos interdisciplinares.
       Além de se aproximarem do contexto e da própria vida do aluno, assim como possibilitam a atuação efetiva e a verificação e demonstração de resultados, os projetos incentivam o aluno a participar e produzir conhecimento consciente da sua contribuição para atingir um objetivo comum.
      Pode-se sugerir um projeto que englobe todas as áreas do conhecimento, e que haja também a divisão de tarefas e o incentivo ao aluno para explorar suas habilidades e capacidades individuais para acrescentar seu conhecimento ao trabalho final.
         Para melhor exemplificar, tomemos como tema “As Nações”. Onde o objetivo é ampliar os conhecimentos dos alunos sobre os países do mundo. Lembrando que cada aluno será responsável por uma ou mais tarefas de acordo com seus interesses e habilidades.
            A inteligência espacial pode ser trabalhada através da confecção dos mapas, bandeiras e reprodução de obras artísticas de cada país. A inteligência cinestésica através das danças e dos esportes e práticas corporais mais praticados. A inteligência lógico-matemática pode ser trabalhada com a análise e criação de gráficos, estatísticas sociais e econômicas das nações. A inteligência musical com apresentações de músicas e peças teatrais específicas da cultura escolhida. A inteligência linguística pode ser desenvolvida através da análise de obras de autores, criação de poemas e narração das peças. A inteligência intrapessoal através de portfólios das atividades realizadas e autoavaliação. E a interpessoal é desenvolvida principalmente através da convivência e cooperação dos alunos e da comunidade escolar para a realização do projeto.
            Dessa maneira, não há a centralização apenas no raciocínio lógico-matemático ou verbal, como acontece em muitas instituições escolares tradicionais. O que existe é a valorização de outras possibilidades cognitivas, ampliando e variando os ambientes educacionais, tornando-os favoráveis para a aprendizagem e desenvolvimento de potencialidades. 

Por _Berdusco

domingo, 1 de abril de 2012

Alfabetização — do conhecido para o desconhecido


           O processo de alfabetização se dá de forma mais natural quando há a contextualização do que a criança aprende na escola com o que vê no seu cotidiano.

          Recordo-me de um dia, quando perguntei às professoras do 1º ano se gostavam do material didático disponibilizado pela escola, apenas por curiosidade. Foi então que me mostraram um texto cheio de detalhes que contava uma história em que a personagem principal era uma jaguatirica. O problema é que nenhum dos alunos ao menos sabia o que era uma jaguatirica.
           Ou seja, não havia o conhecimento prévio para que a criança fizesse a relação entre o objeto do texto com aquele que ela idealiza. Por exemplo, como é a pele desse animal, do que se alimenta, que sons ele produz, que local vive, entre outras características.       Portanto, seria um material desinteressante para os alunos, se trabalhado no momento que fora sugerido.

          Crianças têm uma capacidade imensa de imaginar e criar histórias apenas olhando figuras. E com certeza é uma leitura fantástica!

É uma pena que muitas vezes essa manifestação de criatividade da criança é inibida pelo uso de cartilhas e métodos em geral que não partem daquilo que ela já conhece.

          Se o aluno não for incentivado a utilizar sua capacidade de leitura de mundo desde cedo, temos o que vemos em jovens e adultos: indivíduos que não conseguem se apropriar da leitura de maneira autônoma, interpretando e dando seu sentido individual para o que interpreta.
           Eu acho muito muito interessante atividades como as que o professor mostra uma imagem às crianças e pede que elas escrevam o que imaginam ao observá-la. Pode ser um conto, uma descrição, uma narrativa, um poema, entre outros. O importante é deixar que a leitura seja um processo de liberdade e que a criança tenha confiança em expressar suas ideias. O que não pode acontecer é exigir do aluno aquilo que ele ainda não tem.


Por _Berdusco

Método montessoriano na prática pedagógica moderna


            Na experiência que tive com a educação infantil, percebi que as crianças, repetidas vezes, aprendiam muito mais quando eu agia indiretamente do que quando havia muitas regras e grande quantidade de atividades propostas. E é exatamente isso que acontece. 

            Maria Montessori foi incrivelmente corajosa de propor que o professor ficasse em segundo plano no ambiente e no objetivo final da aprendizagem. Até hoje temos essa dificuldade, não é mesmo?
            As teorias que se formaram posteriormente tiveram grande influência do método montessoriano, e concordo que a autora é uma referência para a pedagogia moderna. Mas por ter como característica o trabalho individualizado e estímulos específicos para cada criança em razão da fase de desenvolvimento que se encontra, atualmente, principalmente no Brasil, é um método que raramente é adotado. Há uma resistência muito grande em relação à escolha de novos métodos de ensino, ficando o tradicionalismo imperioso em nossas escolas.
           Temos professores antigos desatualizados e inseguros em mudar seus hábitos. Em contrapartida, existe também a falta de recursos humanos e materiais para que se possa inovar. Um problema não justifica o outro. Então nos resta fazer um bom trabalho e acreditar que a nova geração de professores abrirá mão do tradicionalismo, mesmo enfrentando dificuldades e pressões externas. E vocês, o que acham? Como podemos enfrentar o tradicionalismo?

           Por outro lado, eu também estudei pelo método tradicional e atualmente adoro ler e escrever e tenho uma letra bonita. E também acredito que qualquer método se bem aplicado gera bons resultados. Mas o fato de possuir apenas lousa e giz não justifica o tradicionalismo puro.

            Temos que observar o que havia de bom nos meios antigos e adaptá-los ao mundo de hoje. E para isso que surgiu a pedagogia moderna, embasada em estudos que comprovam que as práticas anteriores não eram tão efetivas assim. Pois sabemos que os "resultados positivos", como no nosso caso, são para uma minoria. Geralmente, para aqueles alunos que tiveram bons estímulos do ambiente e características individuais que influenciaram no aprendizado. 

             E notamos que hoje em dia, os estímulos ambientais estão escassos e as condições para aprendizagem são diferentes de alguns anos atrás, apesar das fases de desenvolvimento da criança serem as mesmas para todos. O que justifica que o aprendizado se dá de forma e tempo diferente para cada um.
             Métodos como o montessoriano, vieram para que a educação atingisse a TODOS. Sabemos que em algumas situações, parece utopia. Mas com vontade e criatividade podemos sanar as dificuldades.


Por _Berdusco

Humanos são seres de registros



          Transpondo as circunstâncias para os dias atuais, percebemos que a velocidade dos acontecimentos, a aceleração dos processos sociais e a quantidade de informações são características de nossa sociedade atual.

O que percebemos é o mundo do aqui e do agora.
        Acredito que é importante mobilizarmos os recursos tecnológicos tornando-os aliados e não obstáculos para a aprendizagem ou para a formação geral dos indivíduos. E se estamos hoje conectados à internet, nos comunicando através de uma rede em que nossos tempos e espaços são diferentes, é porque naturalmente estamos inseridos nessa realidade. 
           Não é porque o indivíduo utiliza a internet para se comunicar, que vai esquecer como se escreve de maneira formal. O importante é manter o equilíbrio nessa relação, ou estaremos colocando de lado os registros do passado e a maneira como aconteciam, descaracterizando a importância dos mesmos para chegarmos até aqui.
           Por exemplo, as adolescentes não usam mais o diário escondido embaixo da cama e lacrado com cadeado, elas postam no blog. As redes sociais são também os registros de hoje.
Ou lembremo-nos do quão trabalhoso era tirar uma fotografia — nem imaginávamos poder ver o resultado antes de revelar o filme. Não é um avanço? Só que as fotos apesar de continuar armazenadas, não ficam mais nos álbuns de fotografia, mas nas pastas do desktop.
E quanto aos professores que calculavam as notas dos alunos, um a um, na papeleta do diário de classe. Os programas de computador salvaram as infindáveis horas de cálculos e mais cálculos. E o melhor, as notas dos alunos continuam registradas, mas em arquivos ou plataformas na internet.
           Portanto, toda essa transição compõe um processo natural da sociedade. E independentemente da época ou dos meios, o homem é um ser de memórias.

Acredito que os avanços em todas as áreas da sociedade são benéficos e que as constantes transformações nos meios de comunicação e na escrita propriamente dita são reflexos desta evolução.

          Contudo, compreendo muito bem a preocupação que nós temos em relação a distorção da escrita formal. Realmente as crianças e adolescentes, principalmente aqueles que utilizam a internet como ferramenta de comunicação, utilizam linguagens incompreensíveis. Não relaciono este comportamento ao uso das gírias, que são completamente normais para a faixa-etária, visto que todos nós já passamos por essa fase também.

           Mas o que me preocupa é que a grande maioria não consegue compreender aquilo que escreve ou interpretar as informações de uma simples leitura. Não só crianças, mas adolescentes que não dominam esta habilidade básica. Será que o processo de alfabetização se deu por completo? É visível que não.
           Basta saber se a falha vem da dificuldade natural de aprendizagem nos primeiros contatos com a linguagem escrita e nas fases subsequentes ou seu as influências externas estão interferindo nos métodos de ensino.


Por _Berdusco

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