segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A escola e o conhecimento


A escola pode transformar informação em conhecimento através da contextualização dos conteúdos selecionados, da articulação entre os saberes das diversas áreas do conhecimento, do incentivo à produção cultural e aproximação da instituição escolar com as demais instâncias sociais.
            A contextualização dos conteúdos se relaciona com a atitude pedagógica de considerar a bagagem cultural do educando assim como seu contexto social, fazendo a transposição didática e a transferência dos conhecimentos escolares de maneira significativa para o cotidiano do aluno.
            A articulação dos saberes também é de suma importância, pois quando o educando não consegue relacionar os conhecimentos e usar de maneira inteligente o que aprendeu na resolução de problemas diversos, ele não compreende a utilidade de uma área ou outra, podendo desenvolver aversão ou dificuldade em disciplinas específicas devido a esse distanciamento.
            O incentivo à produção cultural e aproximação da instituição escolar faz com que o aprendizado do aluno ganhe visibilidade, sentido e verdadeiramente possa contribuir com o processo histórico-social que constitui o currículo escolar. O trabalho com a comunidade e a constante intervenção nos problemas do cotidiano torna a escola a instituição social majoritária e o que se aprende dentro dela, fator de transformação social e engrandecimento pessoal.

Por _Berdusco

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Professor, seja um intelectual transformador!


            Primeiramente é preciso que o professor olhe para dentro de si, e esse hábito é diário. Se torna fundamental avaliar nossa própria postura diante dos dilemas da vida cotidiana e em especial, na rotina escolar.
           Existem diversas oportunidades durante as aulas para que o professor puxe um ou outro assunto e torne aquele momento precioso para o crescimento intelectual, crítico e transformador do aluno. Contudo, as exigências, os prazos e tarefas diárias muitas vezes atropelam esses processos tão enriquecedores.
           Saber articular estas oportunidades e os conteúdos, e proporcionalmente, o currículo e programa escolar é fazer com que haja a possibilidade de transformar informações em conhecimentos, instituição escolar em ambiente favorável à aprendizagem e o próprio professor em mediador, incentivador e sujeito ativo na construção democrática e crítica do pensamento.

          Não é preciso nem falar sobre a formação continuada desse profissional, que deve se atualizar constantemente para atender de forma adequada as demandas contemporâneas dos processos de ensino-aprendizagem. Entretanto, cada aluno tem seu ritmo de aprendizagem, e o professor que consegue sensivelmente perceber o que acontece à sua volta e age de maneira dinâmica e criativa é sem dúvida, um intelectual transformador!

Por _Berdusco

Programa e Currículo: diferenças e procedimentos para transformar informação em conhecimento



Um Programa não pode ser considerado ou confundido com o Currículo, pois o primeiro está inserido no segundo como unidade formadora.
Enquanto o Currículo se constitui em todas as ações realizadas no ambiente educacional, sejam elas administrativas ou pedagógicas, que definem a identidade e subjetividade da produção histórica, cultural e social na construção dos modos de ensino, formação e instrução da sociedade, o Programa está ligado à seleção dos conteúdos programáticos, dos saberes e conhecimentos inerentes ao processo de ensino-aprendizagem, organizados e sequenciados de acordo com aprendizagens anteriores e o que se pretende ensinar posteriormente — informações contidas no currículo escolar.
Portanto, a escola pode transformar informação em conhecimento através da contextualização dos conteúdos selecionados, da articulação entre os saberes das diversas áreas do conhecimento, do incentivo à produção cultural e aproximação da instituição escolar com as demais instâncias sociais.
            A contextualização dos conteúdos se relaciona com a atitude pedagógica de considerar a bagagem cultural do educando assim como seu contexto social, fazendo a transposição didática e a transferência dos conhecimentos escolares de maneira significativa para o cotidiano do aluno.
            A articulação dos saberes também é de suma importância, pois quando o educando não consegue relacionar os conhecimentos e usar de maneira inteligente o que aprendeu na resolução de problemas diversos, ele não compreende a utilidade de uma área ou outra, podendo desenvolver aversão ou dificuldade em disciplinas específicas devido a esse distanciamento.
           O incentivo à produção cultural e aproximação da instituição escolar faz com que o aprendizado do aluno ganhe visibilidade, sentido e verdadeiramente possa contribuir com o processo histórico-social que constitui o currículo escolar. O trabalho com a comunidade e a constante intervenção nos problemas do cotidiano torna a escola a instituição social majoritária e o que se aprende dentro dela, fator de transformação social e engrandecimento pessoal.
           Um olhar mais humano sobre a seleção, organização e implementação dos conteúdos didáticos e os objetivos de aprendizagem é um passo para a educação problematizadora.
Concebendo o currículo como o conjunto de todas as atividades da instituição escolar amplia o campo de atuação da mesma na sociedade, tornando-a peça-chave na construção de uma sociedade mais justa e democrática sim através da educação.
            É preciso que muito mais do que mera repetição de conteúdos desconectados com a realidade, obediência a regras e normas educacionais, pouca relação com a vida e o contexto social e o tratamento burocrático da educação, a escola passe a considerar a subjetividade dos atores sociais, suas necessidades, vontades e interesses e articulando o ensino e a emancipação crítica, forme a transforme seres humanos para intervir no seu contexto social de forma ativa, autônoma e transformadora.
             Percebo esse distanciamento entre as reais necessidades educacionais e o currículo adotado pelas escolas diariamente, e isso me incomoda muito.
             Sempre há o dilema entre o cumprimento da proposta curricular, assim como os prazos, tarefas e resultados e o aproveitamento de momentos e ambientes favoráveis ao aprendizado. Oportunidades únicas muitas vezes são desperdiçadas devido às exigências desnecessárias das instituições escolares ou até mesmo dos sistemas de ensino. Repensar a educação e o tipo de cidadão que estamos formando é preciso antes mesmo de decidir o que se deve ensinar e o que se espera aprender.

Por _Berdusco

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Correntes Comunicativas: Oralismo, Comunicação Total e Bilinguismo


Oralismo é uma corrente comunicativa muito utilizada na educação dos surdos no século XIX que perdurou até os anos 70. Consiste no ensino da língua materna através da imposição da oralização nos processos de aprendizagem do surdo. Dessa maneira, neste método é proibida qualquer manifestação que se diferencie da fala, como ocorre na comunicação gestual e na utilização de mímicas. Portanto, o surdo deveria utilizar a fala, os vestígios de audição remanescentes, e um comportamento semelhante ao do ouvinte para ser aceito socialmente e finalmente ser curado da surdez através da prática da fala.
Devido ao descontentamento referente ao uso do oralismo na educação dos surdos, mais tarde, surgiu a Comunicação Total, que consiste na utilização dos sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital no ensino da língua materna. Sendo assim, nesta corrente comunicativa o surdo tem livre arbítrio para escolher qual manifestação de linguagem lhe é mais adequada para comunicar-se socialmente. Visto que esta foi uma corrente que abriu espaço para o que conhecemos hoje como língua de sinais, assim como a autonomia e independência do surdo e sua inserção na sociedade, contudo não foi completamente efetiva devido a superficialidade no ensino de uma ou outra forma de comunicação. Isto é, como o surdo poderia utilizar o mecanismo que mais de identificava ou mesclar duas ou três formas de comunicação, não conseguia se especializar e aprender de maneira profunda sobre alguma forma de linguagem específica.
Já a proposta de ensino bilíngüe contrapõe-se ao oralismo porque considera a comunicação visual e gestual prioritária no ensino da linguagem. E se diferencia da comunicação total, pois defende fundamentalmente a língua de sinais na educação do surdo, não misturando uma manifestação lingüística com a outra. Nesta corrente, ensina-se primeiramente a língua de sinais e secundariamente a língua dos ouvintes, que pode ser manifesta apenas em sua forma escrita.
A proposta de ensino bilíngüe traz como benefício a integridade da manifestação visual e gestual expondo a criança surda desde cedo a língua de sinais, aprendendo a sinalizar tão cedo quanto uma criança ouvinte aprende a falar. Assim como o aumento de sua capacidade e competência lingüística que o ajudará a aprender também a língua falada, tornando-o bilíngüe desde cedo, e também o aumento do desenvolvimento cognitivo-linguístico em iguais proporções ao da criança ouvinte, criando uma relação harmoniosa não só com a comunidade surda — forte identificação e melhoria da auto-imagem quando consciente do pertencimento a um grupo específico que possui suas maneiras de se comunicar e se relacionar através de língua própria.

Por _Berdusco

Gestão e coordenação pedagógica


 Atualmente, o coordenador pedagógico ocupa um lugar fundamental na gestão escolar, contudo numa perspectiva democrática da organização e sistematização do trabalho educacional ele atua em conjunto com o corpo docente e a direção para auxiliar nos processos didático-pedagógicos.
Assim como a sociedade e contexto cultural, sócio-econômico e tecnológico avançaram, a gestão escolar também teve que se adequar a estas mudanças. E isso se deu tanto no âmbito discente, através da heterogenia de pensamentos, crenças, constituições familiares e comportamentos quanto na maneira como os processos de ensino se transformam de forma a atender este público tão exigente. Encontramos-nos na era da informação, onde os dados são coletados com facilidade, entretanto há grande superficialidade na absorção dessas tais informações e raramente elas chegam a se transformar em conhecimento.
Portanto, o coordenador pedagógico deve articular todas as ferramentas tecnológicas e as práticas sociais atuais para atrair a atenção dos alunos e motivar os professores a inovar suas práticas aproximando-as do contexto cultural dos alunos. Contudo, não é uma tarefa fácil, pois há uma grande resistência de ambos os lados. Docentes ficam receosos em tentar algo novo, mudar suas técnicas que sempre deram certo, provar o desconhecido. Alunos têm dificuldade de utilizar os recursos disponíveis de maneira responsável e muitas vezes não percebem a importância dos métodos considerados tradicionais também.
Já em relação ao projeto pedagógico, a formação dos professores, as reuniões pedagógicas e avaliações, o coordenador pedagógico atua na mediação das relações interpessoais para a construção das melhores estratégias pedagógicas para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem.
No projeto pedagógico, o coordenador reúne a história da escola, sua identidade, seus desejos, dificuldades e potencialidades. Através da articulação de todos os membros da comunidade escolar, ele propicia sempre que necessário uma rediscussão sobre o que a escola deseja para si e como ela deve atuar para alcançar suas metas conjuntamente e de maneira democrática.
A formação dos professores deve ser incentivada pelo coordenador pedagógico frequentemente, seja pela leitura e análise de textos simples, tanto pela reflexão sobre eventos do cotidiano, a troca de experiências entre os docentes ou pelo incentivo a freqüência em cursos divulgados pelos mais diversos veículos. Já as reuniões pedagógicas devem ser conduzidas de maneira planejada, discutindo os assuntos de interesse de todos os envolvidos, os problemas da escola, suas normas e prazos, as novidades, opiniões diversas e demais assuntos que precisam ser compartilhados constantemente.
As avaliações pedagógicas devem ser orientadas pelo coordenador através de críticas construtivas, acompanhamento constante, subsídios para suas aplicações e análise de resultados. E as avaliações institucionais devem ser organizadas de maneira mais burocrática atentando aos prazos e normas estabelecidas pelos sistemas de ensino e de maneira pedagógica através da coleta de dados necessários a reflexão junto ao professorado sobre as dificuldades e pontos positivos encontrados e, consequentemente, melhores maneiras de intervenção.
Durante a observação do cotidiano de diversos coordenadores pedagógicos percebi que as reuniões pedagógicas, a formação dos professores e o acompanhamento das avaliações institucionais estão de acordo com as condutas adequadas a função. Contudo, o projeto pedagógico está muito aquém do ideal, sendo um documento desconhecido por muitos alunos, professores, funcionários e membros da comunidade. E que não é nem mesmo discutido por todos os envolvidos, ficando espaço apenas para os projetos interdisciplinares temáticos do ano letivo.
Assim como as avaliações pedagógicas que não são analisadas pela coordenação, ficando a critério do professor avaliar da sua maneira e sem contar com dados de aprendizagem anteriores.
E um dos aspectos mais preocupantes é a relação entre os alunos e a coordenação pedagógica, que não passa de um processo restritamente burocrático, superficial e hierarquizado. Talvez o que falta nos processos de gestão educacional é um tanto de humanismo, um olhar mais profundo sobre os sujeitos envolvidos nos processos educacionais e suas peculiaridades. Entretanto, para isso seria necessária a divisão igualitária de tarefas, já que a sobrecarga de funções atribuídas ao coordenador pedagógico no ensino público não permite que o mesmo dê a atenção adequada a todos os aspectos citados anteriormente.

Por _Berdusco

terça-feira, 3 de julho de 2012

Avaliação: Finalidade, Planejamento e Reflexão

              A avaliação é um rico instrumento para quantificar e qualificar a aprendizagem do aluno e seu desenvolvimento em geral. Dessa maneira possibilita verificar em que estágio o aluno se encontra e quais são suas dificuldades e potencialidades. O que sugere ao professor uma mudança de postura e estratégia pedagógica que seja adequada às reais necessidades do aluno — reorganização constante da prática dentro do processo de ensino-aprendizagem.
             O diferencial está em fazer o aluno se sentir preparado para enfrentar desafios e resolver problemas, isto é, através de práticas que levam em consideração as particularidades de aprendizagem para que os conteúdos sejam internalizados pelos alunos através da mobilização não-artificial de competências e habilidades adquiridas.
             Entretanto, muito antes de aplicar a avaliação em si é preciso saber o que, como e quando se pretende avaliar. Pois uma avaliação sem objetivo é um mero componente da rotina escolar, descontextualizado e muito pouco significativo aos alunos e aos próprios professores.
             Quando a equipe escolar e o próprio professor planejam suas avaliações, permitem com que os processos de ensino-aprendizagem tomem os rumos adequados para o que se pretende desenvolver no decorrer do ano letivo. Portanto, as atividades em sala de aula ganham forma e de maneira dinâmica e constante são moldadas de acordo com os resultados obtidos.
             Um dos passos fundamentais para uma avaliação efetiva é deixar claro os critérios e objetivos para o avaliado. Dessa maneira o aluno compreende que aquilo que está aprendendo é importante e em que nível de aprendizagem estará ao ser avaliado e ao final do processo — conscientização sobre o que se espera dele em determinados momentos da vida escolar.
             Acredito que a visão da função diagnóstica, dialógica e transformadora da realidade escolar através das reflexões sobre avaliação vão além das concepções citadas acima, pois estes valores partem da responsabilidade individual de cada esfera educacional.
            Comecemos pela visão do próprio professor, o mediador das aprendizagens. Que deve romper com as práticas classificatórias e excludentes, e repensar o aluno como humano, ser sempre em desenvolvimento que atua ativamente na sociedade intervindo como transformador da sua realidade e da comunidade em que vive. E portanto, o mesmo pensamento deve ser transmitido à todos os profissionais da educação e por último às autoridades responsáveis e representantes do governo.
             É um trabalho de formiguinha mesmo. Se cada um de nós, professores, repensarmos as nossas práticas e incentivarmos os alunos a uma cidadania consciente e uma visão crítica e construtiva sobre todos os aspectos da vida, deixaremos de lado a "decoreba" descontextualizada e a desvalorização do próprio sentido da educação. E assim cultivamos os bons frutos do conhecimento.

Por _Berdusco



Avaliação? Nãooooooo!!!


Concordo que este tipo de aversão avaliativa ainda é a mais utilizada atualmente. Pois a avaliação por muitas vezes desconsidera o processo de desenvolvimento da aprendizagem e a evolução individual do aluno, assim como suas dificuldades e potencialidades. Visto que o caráter de exclusão, classificação e segregação nos métodos de avaliação ainda é predominante.
Esta atitude é justificada por muitos professores devido à falta de condições adequadas para trabalhar, como, por exemplo, a ausência de materiais, tempo escasso de elaboração, excesso de conteúdos pré-estabelecidos, busca por resultados satisfatórios socialmente, falta de interesse dos alunos e diminuição da autoridade do professor, entre muitos outros motivos.
Grande parte dos professores devido às dificuldades do cotidiano, suas histórias pessoais e sua própria subjetividade, acabam fazendo da avaliação um instrumento de ameaça e/ou punição. Fazendo com que seja um momento de total controle sobre a turma, separando claramente os capazes e os incapazes com doses de autoritarismo.
Dessa maneira, a avaliação se torna um fim em si mesmo. Seus objetivos e finalidades ficam reduzidos ao final do bimestre, do ano, dos ciclos. Enfim, em poucos casos o aluno compreende sua situação, o professor reorganiza a sua prática e ambos se situam no processo de ensino aprendizagem de forma a diminuir as dificuldades e encontrar novas possibilidades.
Portanto, as razões que levam o aluno a não se sair bem nessas práticas classificatórias não são analisadas. É necessário refletir se o aluno tem a mesma velocidade de compreensão que os demais, se não tem um histórico de repressão e aversão aos processos de avaliação que o leva ao nervosismo e ansiedade, e entre muitos outros motivos. Por exemplo, certa vez durante um conselho de escola, todos os professores falavam sobre uma aluna que havia faltado durante todo o bimestre e voltara apenas na última semana de provas. Alguns foram inclementes, dizendo que a mesma deveria estar cabulando aula e que seria melhor transferir a vaga a alguém que precise e valorize mais a educação. Contudo, imediatamente a coordenadora interrompeu a discussão, informando-nos que a mãe desta aluna havia perdido o emprego e não tinha condições de arcar com as despesas do transporte e alimentação, já que morava longe da escola, e só naquela semana a mesma havia conseguido outro trabalho.
Portanto, concluo que nesse caso é coerente compreender o contexto social em que o aluno vive. Dessa maneira os outros fatores, que não só o contexto escolar, também interfere no rendimento do aluno e com certeza também estão expressos nos resultados de uma avaliação classificatória e excludente.

Sendo assim, estas práticas refletem na postura do próprio aluno, que considera a avaliação como uma tortura, um castigo repleto de ameaças e temores — como se fosse uma moda de troca. Tornando o processo de ensino-aprendizagem um ciclo enfadonho permeado de ameaças, obrigatoriedade em decorar conteúdos e absorver informações, dependente da mera ação-reação dos sujeitos em meio às situações do dia-a-dia escolar.
Sim, sabemos da importância da avaliação tradicional, que quantifica o aprendizado do aluno classificando-o como apto ou inapto a avançar no aprendizado, mesmo sendo classificatória, eliminatória, seletiva, excludente, pouco qualitativa e não levar em conta a capacidade individual do aluno. E mais ainda mais da avaliação construtiva que parte do nível de aprendizagem que o aluno se encontra e das suas reais dificuldades e potencialidades — intervindo diretamente na ação docente e nas práticas pedagógicas que se modificam de maneira dinâmica de acordo com os resultados obtidos e as necessidades do aluno naquele período específico. Se a escola fosse um ambiente desconectado da sociedade apenas a avaliação construtiva seria de bom tamanho, mas a instituição escolar é uma das esferas da vida humana, portanto também é reflexo do "mundo lá fora".
Contudo, quando falamos em sistematizar o conhecimento, não significa que o professor deve limitar o ensino à transmissão de informações esvaziadas de sentido e significado para o aluno. E sim que deve conectar os conteúdos de forma contextualizada e de acordo com a real necessidade de cada aluno e dos avanços da própria turma em relação aos processos de aprendizagem.
Portando, nesta visão construtivista e democrática do conhecimento, todos os sujeitos envolvidos são responsáveis de igual maneira pelo produto final: a aprendizagem significativa. Visto que o aluno passa a ser o centro da relação ensino-aprendizagem e o professor fica em segundo plano, como facilitador desse processo, intervindo de forma coerente em um gesto de cumplicidade e responsabilidade pelo ofício de ensinar e o desejo de aprender.

Por _Berdusco

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